Thursday, October 1, 2009

Não é possível entrarmos no íntimo de alguém, se esse alguém não nos abrir a porta. De que serve respeitarmos os silêncios, e esperarmos, na ânsia de que um dia aquele alguém nos mostre a sua alma.

De que serve… Ficamos armadilhados pelos silêncio e pela frustação de sermos tão diferentes do outro.

A vida vale efectivamente pelas pequenas coisas. O amor sobrevive pela cumplicidade de duas pessoas que não precisam de falar para se adivinhar, mas ainda assim falam entusiasticamente sobre todas as pequenas coisas que lhes cruzam o caminho, como se fosse a primeira vez que se encontrassem e ainda precisassem de se mostrar ao outro.

Quando era pequena queria casar com um homem bonito, bom e que me oferecesse flores. Desconhecia que o perigo do Amor residia nos homens que nos fazem rir…

Wednesday, June 24, 2009

No way to go

When did my life turned into a big whole
Filled with sorrows
With sour and salted taste
Round
Making me spinning
Trying to find the beginning
An answer
But, always ending in a sensible result

When did my life turned into a big giant wave
Washing the smile from my face
Swallowing the tears that I finally been able to hide
Holding the cried words
Dumped in a echo on long forgotten shore

Tuesday, April 7, 2009

Cansa-me

Cansam-me estes dias. Das volta e reviravoltas e do voltar sempre ao mesmo lugar. Cansa-me acordar cansada. Deitar-me e adormecer ainda mais cansada. E de não ver esperança de tal mudar. Cansa-me as pilhas de coisas que se amontoam entre tarefas, deveres, “dever fazeres”, expectativas, projectos ou simplesmente coisas… Coisas que têm de se lavar, arrumar, pendurar ou simplesmente deitar para o lixo. Cansa-me as mil e uma tarefas começadas e incompletas, onde naquela pilha perigosa e à beira do abismo parece possível introduzir mais outra, que por ali fica em claro perigo de fazer desabar tudo o resto. Cansa-me a falta de projectos, de objectivos que se diluem na amálgama de pendentes como mais deveres. Cansa-me não ter cortinados, tapetes, candeeiros e uma festa a sério para comprar um vestido de baile que nunca mais vou vestir para além daquele dia. Mas cuja excitação da procura e do ensaio valem por muitos horas e para além do dia do baile. Cansa-me o essencial de tudo. Sinto falta do supérfluo. Cansa-me não ter tempo. Preciso de o perder.
PS: Cansa-me este blog também.

Thursday, December 18, 2008




Uma das minhas canções preferidas. Um dos meus filmes de sempre. E como na famosa cena final, eu também digo:

"You complete me!"

Monday, October 13, 2008

On the floating, shapeless oceans. I did all my best to smile...



Não tinha memórias. Teria andado por aí. Sem rumo, sem destino. Percebia que tinha estado junto ao mar, pois sentia na pele o misto de sal e areia. Os cabelos tinham madeixas curvas, impregnadas de àgua do mar e que se assemelhavam em pequena escala às ondas que ainda trazia nos olhos.

Os olhos. Tão escuros. Engraçado imaginara-se de olhos azuis. De um azul cinza, como o mar em dia nublado.

Agora que se via no reflexo da superfícies espelhada do edifício à sua frente, tomou consciência que não.

Provavelmente não se chamaria Mariana, nome com que se baptizara. Nome de que se lembrava do trecho extraído do “Chocolate á Chuva”. Aquele pequeno texto que lia no livros da primária.

Estranho como se lembrava disso. De algo tão pequeno, numa vida já tão grande a avaliar pelas rugas que tinha no rosto.

Mariana.

Talvez da sua vida fosse o que merecia lembrar. Uma criança devorando o seu primeiro livro de escola. De olhos grandes, abertos, ávida de conhecer e receber o mundo. Não teria valido a pena. Restava-lhe o mar, o sabor a sal e memória de não se lembrar.


***


Wednesday, October 1, 2008

What if god was one of us...

Monday, September 22, 2008

I´m the Queen of the world


(S. Miguel, Açores)

Nota para os mais fracos de vista ou para aqueles com mais dificuldades de imaginação: clicar na imagem para observar as alegres e pachorrentes vacas rainhas do pico.